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Apresentação

A Faixa Piritosa Ibérica  (FPI), uma das áreas  metalogenéticas mais  importantes do mundo, estende-se entre Espanha e Portugal pelas regiões de Huelva, Sevilha, Algarve e Alentejo, com uma continuidade geológica que favoreceu um desenvolvimento económico e social ao longo da história e culturalmente focado na exploração de seus recursos metalíferos.  Este facto favoreceu uma demografia e uma economia fortemente dependentes do sector da mineração, sendo esse o elemento unificador da região.

Este passado comum, centrado na atividade mineira e vinculado a um território pertencente ao mesmo domínio geológico, com três grandes unidades de idade comuns entre o Devoniano e o Carbonífero (Grupo xistento-quartzítico, Complexo Vulcano-Sedimentar e Grupo Flysch do Baixo Alentejo), fez com que, atualmente, grande parte da informação importante gerada neste ambiente, esteja dispersa por diversos organismos, empresas e instituições, o que dificulta enormemente as investigações de carácter geológico, ambiental, mineiro, histórico, económico, etc.  Este é o primeiro grande desafio a ser abordado: a integração da informação geológica básica, da estratigrafia e mineração, devidamente agrupada por meio de metodologias SIG e valorizada no contexto transfronteiriço.

As oportunidades de unificação de informações baseiam-se no facto de que o IGME, o LNEG e a Junta de Andaluzia são os principais organismos envolvidos na realização de pesquisas na FPI e aglutinadores de grande quantidade desta informação.
O segundo maior desafio a ser abordado centra-se na harmonização da cartografia geológica. A Faixa Piritosa Ibérica é um dos quatro domínios em que se divide a Zona Sul Portuguesa (o Pulo de Lobo, a Faixa Piritosa, o Flysch do Alentejo Inferior e o domínio SW), constituindo o terreno mais austral do Cinturão Varisco Europeu.  A necessidade desta cooperação está relacionada com o facto de que, durante muitos anos, a pesquisa ter sido desenvolvida em ambos os lados da fronteira de forma independente.  O projeto GEO_FPI visa recuperar esse atraso unificando as nomenclaturas de formações, datas, idades, resolução de problemas geotectónicos, etc.  Em particular, pretende apostar na transversalidade do tema, aumentando a correlação de dados e o aumento do conhecimento.

Finalmente, a disponibilização desses dados seria realizada através da criação e implementação de uma plataforma digital que inclua a rede de consulta pública sobre a Faixa Piritosa Ibérica.  O sistema permitirá a visualização e consulta conjunta das informações das litotecas do IGME e LNEG na área visada pelo projeto.