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Paisagem e Povoamento

Concelho de Aljustrel

  • regadio
  • transtagana
  • Castelo
  • cultura

Situado no coração do Baixo Alentejo (no distrito de Beja), o concelho de Aljustrel ocupa uma superfície de 458 Km2, com 9234 habitantes, administrativamente repartido por cinco freguesias: Aljustrel, Ervidel, Messejana, Rio de Moinhos e São João de Negrilhos.

A vastidão dos seus campos e a planície a perder de vista caracterizam este concelho, cuja sede é considerada uma das mais antigas povoações de Portugal.
 
Duas colinas, um vale, casario em socalcos, paisagem a perder de vista e um passado milenar. É Aljustrel, do alto da Senhora do Castelo.

Estamos em pleno Baixo Alentejo. E o forasteiro que aqui se desloca, olha à sua volta e deslumbra-se com a imensidão dos campos, o oceano das paisagens, a planície a perder de vista.

Aljustrel, antiga cidade romana de Vipasca, denominada Albasturil pelos árabes aos quais foi conquistada em 1234, no reinado de D. Sancho II, por D. Paio Peres Correia e os cavaleiros da Ordem de Santiago de Espada. Como recompensa, o monarca fez-lhes doação desta praça e de uma vastíssima área, a qual viria a ser confirmada por D. Afonso III. Teve o primeiro foral, em 16 de Janeiro de 1252, outorgado pela Ordem de Santiago então donatária deste território. Posteriormente, D. Manuel I concedeu Foral Novo a esta vila em 20 de Setembro de 1510.

Nos últimos dois séculos, a rudeza da actividade de extracção mineira envolveu completamente toda esta região, moldando-lhe os hábitos e as tradições, ditando-lhe a maior ou menor grandeza do ganha-pão, o bulício do dia-a-dia.

Conhecida desde tempos imemoriais pelas suas jazidas minerais, não há certezas quanto à época em que estas terão começado a ser sistematicamente exploradas. Contudo, as diversas ocupações aqui existentes, desde a Idade do Cobre, apontam para que a exploração tenha começado, de forma incipiente, 3 000 anos antes de Cristo.

É com a ocupação romana entre os sécs. I e IV d.C. que se inicia a exploração em larga escala do minério, que era fundido no local e posteriormente transportado para Roma.

Deste período existem numerosos vestígios, nomeadamente poços de mina no “Chapéu de Ferro” de Algares e diversos escoriais entre Algares e a ribeira de Feitais, onde foram encontradas duas placas de bronze, que contêm as normas que regiam aquele Couto Mineiro, então designado por Vicus Vipascensis.

Após a ocupação romana, estas minas deixaram de ser exploradas intensivamente, tendo sido retomada a actividade mineira em larga escala em 1849.

Até aos nossos dias passou por sucessivos altos e baixos, representando as décadas de 60/70 do séc. XX o último grande pico da actividade mineira do concelho. Embora temporariamente desactivada entre 1993 e 2005, a mina voltou a iniciar a sua produção recentemente, constituindo-se, a par da agricultura de regadio potenciada pelo perímetro de rega do Roxo, recentemente alargado por via da ligação entre a Albufeira do Roxo e a de Alqueva, como um importante património económico e cultural desta região.
 


 N.º de Habitantes do Concelho de Aljustrel - Dados Censos 2011

 

2011

2001

HM

H

M

HM

H

M

Concelho

9234

4585

4649

10567

5277

5290

Aljustrel

5127

2544

2583

5559

2749

2810

Ervidel

1005

493

512

1309

655

654

Messejana

894

442

452

1112

558

554

São João de Negrilhos

1468

729

739

1723

869

854

Rio de Moinhos

740

377

363

864

446

418