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Morada
Av. 1º de Maio
7600 – 010 Aljustrel
Telefone
284 602 404
Fax
284 601 611
e-mail jfaljustrel@mail.telepac.pt
Site
www.jf-aljustrel.pt
ÁREA
TERRITORIAL
A freguesia ocupa uma área de 190,5 km2
que representa 42%
do território do concelho (458,4 km2).
POPULAÇÃO
5.559 habitantes que constitui cerca de 53%
da população residente no concelho (10.567
habitantes) (fonte INE Censos 2001). Actualmente encontram-
-se recenseados na freguesia 4.722 eleitores.
Na vila de Aljustrel que engloba os bairros mineiros de
Algares e Plano, concentra-se 83% da população
total da freguesia (4.615 habitantes). A restante população
dispersa-se por pequenos núcleos, constituídos
pelos bairros mineiros de Vale d’Oca (325 habitantes)
e de S. João do Deserto (184 habitantes) e pelas
aldeias da Corte Vicente Anes (225 habitantes) e do Carregueiro
(98 habitantes). Na área da freguesia existem 89
montes, (habitações rústicas agrícolas)
que abrigam uma população residual de 112
habitantes.
ACTIVIDADES
ECONÓMICAS
Exploração mineira (actualmente suspensa),
comércio, serviços, agricultura, pecuária.
silvicultura, indústria gráfica, serralharia,
carpintaria, construção, explosivos civis.
PATRIMÓNIO
EDIFICADO
Ermida de Nossa Senhora do Castelo (séc. XV) e ruínas
do castelo (islâmico) - Classificado Imóvel
de Interesse Público. Igreja de S. Salvador (Matriz).
Igreja da Misericórdia (Renascença). Moinho
do Malpique, Chaminés, Malacates.
PONTOS
DE INTERESSE
Museu de Arqueologia, Complexo das minas e turismo cinegético. |
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Uma
das mais antigas povoações de Portugal. Duas
colinas, um vale, casario em sucalcos, paisagem a perder
de vista e um passado milenar. É Aljustrel, do alto
da Senhora do Castelo.
Estamos no coração do Baixo Alentejo e o forasteiro
que aqui se desloca, olha à sua volta e deslumbra-se
com a vasteza dos campos, o oceano das paisagens, a planície
a perder de vista.
Aljustrel, antiga cidade romana Vipasca, denomi-nada Al-lustre
pelos árabes, aos quais foi con-quistada, em 1234,
no reinado de D. Sancho II, por D. Paio Peres Correia e
os Cavaleiros da Ordem de Santiago de Espada. Como recompensa,
o monarca fez-lhes doação desta praça
e uma vastíssima área, a qual viria a ser
confirmada por D. Afonso III, que deu a Aljustrel, em 16
de Janeiro de 1252, o Pri-meiro Foral. Posteriormente, D.
Manuel I, concedeu Foral Novo a esta vila, em 20 de Setembro
de 1510.
Nos últimos dois séculos, a rudeza da actividade
de extracção mineira envolveu completamente
toda esta região, moldando-lhe os hábitos
e as tra-dições, ditando-lhe a maior ou menor
grandeza do ganha pão, o bulício do dia a
dia.
Conhecida desde tempos imemoriais pelas suas jazidas minerais,
não há certezas quanto à época
em que estas terão começado a ser sistematica-mente
exploradas. Contudo, as diversas ocupações
aqui existentes, desde a idade do Cobre, apontam para que
a exploração tenha começado, de forma
incipiente, 3.000 anos antes de Cristo.
É com a ocupação romana entre os sécs.
I e IV d.C. que se inicia a exploração em
larga escala do minério, que era fundido no local
e posteriormente transportado para Roma.
Desta ocupação existem numerosos vestígios,
no-meadamente no «Chapéu de Ferro» e
escoriais da mina de Algares, onde foram encontradas 2 placas
em bronze, que contêm as normas que regiam aquele
Couto Mineiro, então designado por Vicus Vipascensis.
Após a ocupação romana, estas minas
deixaram de ser exploradas intensivamente, tendo sido reto-mada,
a actividade mineira em larga escala, em 1849. Até
aos nossos dias passou por sucessivos altos e baixos, representando
as décadas de 60/80 o último grande pico da
actividade mineira do concelho.
Embora temporariamente desactivada, desde 1993, a mina constitui
um importante património econó-mico e cultural.
Ligado a este sector saliente-se a existência de uma
fábrica de explosivos, implantada na área
da mina.
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Património
Considerada
um verdadeiro ex-libris da povoação, a Ermida
de Santa Maria do Castelo vem referida na visitação
da Ordem de Santiago de 1482, sendo a sua denominação
alterada, a partir de 1510, para Nossa Senhora do Castelo.
Desde sempre, esta Ermida esteve ligada à fé
das populações do con-celho, a ela se associando
vários milagres e lendas.
A
Ermida e a área envolvente, que inclui as ruínas
do Castelo (islâmico), foi classificada como Imóvel
de Interesse Público, em 1992.
Do património edificado da vila há a destacar,
ainda, a Igreja Matriz ou de S. Salvador. Construída
no século XV, é um dos maiores templos portu-gueses
de uma só nave, com abóboda lisa, que assenta
em paredes de mais de dois metros de espessura. O painel
de azulejos (século XVII), frontal do altar-mor,
atribuído a Gabriel del Barco, foi classificado,
por Santos Simões, como peça de extraordinário
valor artístico.
A Igreja da Misericórdia é um monumento
do século XVII de estilo renascentista. Foi centro
de assis-tência aos doentes e era o lugar onde se
realiza-vam as cerimónias religiosas da Semana
Santa.
Existiram 15 moinhos de vento à volta da povoação,
tendo a Câmara Municipal recuperado, recente-mente,
o de Malpique.
Outro local patrimonialmente importante e de gran-de beleza
plástica, a merecer presença do visitante,
é a área mineira, com a maquinaria e as
estruturas de apoio à mineração já
desactivadas.

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